quinta-feira, 14 de abril de 2011


Saudades da Geração Profética...

Estes dias têm sido muito especiais para mim, especialmente pelas lembranças que tenho tido, graças ao nosso amigo facebook, de tempos vividos em 2003 e 2004, quando, no calor de um grande mover de Deus em nossa nação, tivemos reuniões onde, apesar de nossa imaturidade, Deus estava se revelando a nós. E este fato, ninguém que esteve presente ou não pode negar. Nosso único desejo era de tocar n'Ele e sermos tocados por Ele. Gastávamos horas em oração e adoração com um único desejo, quera o de estar mais próximo de Jesus. Estávamos experimentando um pouco da eternidade, do reino invisível, que estava se manifestando no reino visível. Talvez, seja este o motivo pelo qual Ele estava se revelando entre nós, nós eramos como crianças descobrindo o afeto e os cuidados do Pai.

Não tínhamos ambições de fama e status, nossos “pais” eram homens de fé que nos ensinavam a ter fé, através de um estilo simples e profundo de adoração. Às vezes queríamos ser como eles, copiávamos seus gestos, seus cacoetes, admirávamos como eles eram pessoas que se derramavam diante de Deus e como eles traziam uma realidade espiritual às nossas reuniões.

Em muitas destas reuniões, a Presença era tão tangível que mal podíamos nos conter, e por algumas vezes tivemos literalmente que sair da frente, pois o ar estava pesado de uma nuvem, que não era um mero evento meteorológico. E neste ambiente, onde a eternidade estava se revelando, nós sabíamos o que estávamos fazendo. Nossa imaturidade não desmerecia e nem diminuía o que estávamos fazendo. Nós estávamos correndo atrás de Deus. Era como se estivéssemos em um deserto, e de repente, alguém nos apontasse o caminho de um ribeiro de águas frescas, que poderia saciar nossa sede de uma forma genuína. E neste deserto, nós corremos, nos desgastamos e conseguimos beber um pouco desta água.

Hoje em dia, parece que as águas deste ribeiro diminuíram consideravelmente, e nós temos que subir pelo leito deste rio para encontrar as fontes.
Nosso desafio, é em meio a um deserto como o que estamos vivendo hoje, manter a fé viva e a esperança de que, se continuarmos subindo o Rio, encontraremos a Fonte, e lá seremos saciados, não momentaneamente, mas eternamente.
A geração profética, como ficamos conhecidos, foi somente um “gota” de uma “pancada de chuva” que Deus estava prestes a liberar, mas nós nos contentamos com a gotinha...

Nós sempre ouvimos que tem mais de Deus, e precisamos hoje, mais do que em qualquer outro tempo, dar mais de nós para Deus, para que possamos verdadeiramente, experimentar mais d'Ele.

A geração profética foi um marco para nós, mas nós sabemos, TEM MUITO MAIS...
Continuem a subir o Rio...
Dimitri Juliano

sexta-feira, 28 de maio de 2010

sexta-feira, 7 de maio de 2010

sábado, 24 de abril de 2010

Dízimos e Ofertas....


Muitas pessoas têm me perguntado sobre minha posição em relação à este assunto, principalmente depois de lerem meu livro “Onde está a Igreja do Primogênito?”. Aqui segue então minha resposta sobre dízimos e ofertas.

Primeiro, quero começar falando sobre uma real conversão.
O termo “aceitar a Jesus” é um termos que transmite uma ideia errada sobre a conversão. Nós não aceitamos a Jesus, nós nos entregamos à Ele. Quando esta entrega acontece, ela é por completa, o que significa que nenhuma área de nossa vida fica fora do Seu controle e vontade. Assim sendo, nossa vida emocional, nossos planos e tudo o que se refere à vontade ficam sob o crivo e o ensino da Palavra de Deus.
Nossas finanças estão também sob estes mesmos princípios. Se tudo o que temos pertence à Deus e estão debaixo de Suas ordenanças, nossas finanças também pertencem à Ele. Qualquer tipo de pensamento contrário à este deriva de uma mentalidade de aceitação e não de entrega. Aceitar significa que você pode concordar com algumas coisas e descordar de outras, entregar significa abrir mão de uma vez por todas.
Existe um princípio Bíblico chamado de Mordomia, que é basicamente:
1.1– A idéia de mordomia pressupõe a administração de recursos que recebemos das mão do senhor – Mt. 25. 14;
1.2– Quando a palavra é usada em seu sentido corriqueiro, refere-se à administração dos dons de Deus, especialmente à pregação do Evangelho – 1 Co. 09. 17;
1.3– No contexto bíblico e cristão. Mordomia refere-se à consciência que o crente deve ter de que tudo que possui vem de Deus
1.4- Portanto, somos mordomos e não donos – Lc 19. 13;
1.5- Na qualidade de mordomos requer-se que sejamos fiéis, visto que deveremos prestar contas na proporcionalidade do que tivermos recebido – 1 Co. 04. 02;
1.6– Concluímos, então, que a nossa vida e os seus valores devem ser vividos e administrados da perspectiva de Deus.
Este principio nos ensina que somos apenas Mordomos (do grego oikonomia que significa administração) dos bens que Deus nos dá neste mundo. Tudo o que temos pertence ao Senhor, e Ele nos pede para cuidarmos bem de tudo.
Tire um tempo para estudar mais aprofundadamente sobre Mordomia Cristã para entender bem este princípio.

Sendo assim, em relação aos Dízimos e ofertas, somente temos uma posição. Entregar para Deus o que é d'Ele. Ao Senhor não pertence somente dez por cento do que temos, tudo é d'Ele e todas as coisas devem ser usadas para glorificarem Seu nome.
Seu dinheiro deve ser administrado de forma correta. Sem exageros e sem extravagancias desnecessárias.
Dar à Deus somente dez por cento do que temos não faz justiça à Quem Ele É. Muitas vezes, pessoas que questionam o se devem ou não dar dízimos escondem em seus corações uma certa ganância, querendo reter para si tudo o que podem para gastarem consigo mesmas. No livro de Atos, no “tempo da Graça” vemos o relato de uma casal que morreu por fazer esta mesma coisa.
Muitas pessoas em nossas igrejas está morrendo em diversas áreas de suas vidas por reterem o que pertence à Deus.
Outro número impressionante de “crentes' entregam seus dízimos nas igrejas e acham que com isto estão fazendo sua parte com Deus, esmolando seus dez por cento. Queridos, se tudo o que entregamos para Deus são apenas os dez por cento e algumas pequenas ofertas esmolares, isto mostra que nossos corações ainda não estão entregues completamente à Cristo, e que desconhecemos totalmente nossa posição de Mordomos (administradores) do que Deus nos dá.
Entenda bem, não estou falando aqui para você pegar todo seu salário e dar na igreja. Estou falando que devemos administrar corretamente o que Deus nos permite ter, e participar a obra de Deus como parte primordial de nossas finanças, junto com nossas contas mensais, compras de mantimento e coisas pessoais.
Contribuir na obra de Deus deve ser feito de forma espontânea, e esta espontaneidade se manifesta no “valor” que Deus tem para nós, não falo de valor financeiro, porque não se compra Deus, mas no valor que Ele tem em nossos corações. Quando pensamos em agradar uma pessoa que amamos, não medimos esforços e finanças para agradá-la. Então, se amamos verdadeiramente à Deus, Ele receberá muita de nossa atenção e tempo, e Sua obra (igreja, missões...) irá receber uma atenção especial de nossas finanças.
Outra coisa importante. Paulo certa vez disse:
2Co 9:7 Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento; porque Deus ama ao que dá com alegria.
Primeiro, a contribuição vem do Seu coração, não de imposições. Se Seu coração está aberto para as necessidades e para a Obra de Deus (igreja, missões...) seu coração automaticamente terá disposição de ajudar. Você será ouvido por Deus e abençoado, não por uma oferta manipulada por alguém de cem, duzentos ou mil reais. Você será abençoado por Deus pela sua disposição pessoal de ajudar e ofertar.
Segundo, sua contribuição não vem por tristeza ou algum tipo de constrangimento, como, se você não der será visto como alguém que não se importa ou que não quer participar. Ou por alguma pessoa que te obrigue a dar para que outras pessoas te vejam dando a oferta. A Oferta não pode ser por um coração constrangido (manipulado).
Terceiro, Deus ama quem dá com alegria. A oferta vem de um coração que se alegra em ajudar.
Sua oferta deve ser baseada nestes três princípios.
Em relação ao dízimo, que usa-se o texto do profeta Malaquias, entendemos:
O livro do profeta Malaquias fala de Deus protestando contra os sacerdotes, porque eles estavam oferecendo para Deus o que não prestava (Mal 1: 7 e 8) e o que era estragado. Por fim, Deus diz que o povo estava retendo os dízimos.
Se seu dízimo não é dado com o coração alegre, ele está estragado, e certamente Deus não se agrada. Mas além do seu dízimo, o que você oferece à Deus de mais importante que é seu coração, deve estar com Ele junto com sua contribuição.
Se você pensa que dar seu dízimo é fazer sua parte, você não tem sido um bom Mordomo (administrador).
Se sua igreja pede que você dê o dízimo, entregue, mas além de seu dízimo, entregue verdadeiramente sua vida, e dê além dos dez por cento. Permita que tudo o que você tem pertença ao Senhor e tenha um coração aberto a ajudar além do que é pedido. Lucas 17:10 Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis; fizemos somente o que devíamos fazer.
Se sua igreja não pede dízimos, contribua de forma generosa. A generosidade, tanto para igrejas que pedem dízimos ou não devem sempre estar presente na vida dos crentes e seus ministros e ministérios.
A questão final, não é dar ou não dízimo, mas sim sermos bons Mordomos (administradores) dos bens que Deus nos permite ter e ofertar generosamente e com alegria, por Deus ama quem dá com Alegria...
Dimitri Juliano

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Protestantes ou Doentes da Alma?


Há alguns anos eu tenho levantado a bandeira da Reforma em nossa nação. Sei que não sou o único, e que não sou o detentor da verdade.

Desde 2007 tenho falado abertamente sobre este tema tão necessário em nossa realidade evangélica, tenho protestado porque não suporto ver o que estão fazendo da Igreja de Jesus. Não falo o que falo para poder gerar rixas ou discussões vãs, mas falo porque sei que a Verdade precisa aparecer.

Muitas pessoas têm acompanhado meus escritos e mensagens, muitas as tem usado para o bem, outras entretanto, com uma falta enorme de discernimento tem feito da palavra Reforma uma parede onde elas escondem seus traumas e feridas emocionais.

Protestar é construir pontes, não desfazê-las. Protestar é construir uma ponte entre a ignorância e a verdade, não é despejar suas feridas sobre as pessoas. Protestar é construir pontes entre ministérios, não é querer ser o policial de Deus, até porque Ele não precisa disto.

Os reformadores passados não estavam escandalizando o povo com palavras verdadeiras e testemunhos duvidosos, eles estavam Edificando os Santos e ensinando a Verdade. Eles eram perseguidos e se calavam, mas alguns protestantes de hoje, quando são perseguidos não fecham suas bocas, as abrem para se defenderem, mostrando assim que ainda estão bem vivos, longes da morte da Cruz.

Protestar é servir a Deus e a Igreja com a verdade, não é querer ser visto como radical. E aliás, muitos dos que se dizem protestantes não passam de pura aparência, mas o interior e as obras estão mortas e fedendo.

Eu não prego o que prego para gerar falatórios, e os que me ouvem, deveriam saber disto antes de tomaram alguns de meus escritos. Alguns usam até nomes que eu uso para suas obras, colocam no msn e orkut, mas não vivem o que estou tentando ensinar. Eu não escrevo frases de efeito, escrevo a verdade, não estou interessado nas polêmicas, estou interessado na verdade.

Não creio que protestar é expor vidas, e também não estou aqui tentando abrandar minha mensagem, pois a cada dia ela está mais pesada dentro do meu coração. Protestar não é expor suas feridas, seus desgostos, suas críticas partidaristas nem tão pouco desenhar seu próprio mapa do tesouro. Protestar não é atirar pedras, não é se colocar a parte de qualquer situação, mas é Construir.

Eu amo a igreja de Cristo, e tudo o que faço é para o bem dela. Alguns anos atrás eu confesso que devido a inexperiência e a falta de um pouco de discernimento usei algumas palavras que eram de fato muito duras, mas no coração, a motivação ainda é a mesma, e Glória a Deus pelo tempo que nos ensina. E eu acho que muitos que estão protestando hoje deveriam se calar para, primeiramente, viver o que dizem e depois falar algo, não para gerar conflitos, mas para Edificar o Corpo, construindo pontes.

Deus te abençoe,

Em Cristo

Dimitri Juliano

Protestando